Resenha crítica


O artigo de Antonio Carlos Xavier, " Letramento digital e  ensino" está estruturado em três capítulos  e traz uma abordagem a cerca da prática de letramento envolvendo as novas tecnologias no processo ensino aprendizagem.
Inicialmente o autor ressalta que a aquisição do letramento alfabético é indispensável para a aquisição do letramento  digital e que os dois se encontram condicionados um ao outro.
 Dando continuidade a reflexão o autor cita algumas considerações do americano David Barlon (1998) que faz uma abordagem sobre o letramento como uma prática cultural tradicionalmente estabelecida, capaz de definir o papel social do indivíduo dentro da comunidade a qual pertence. No entanto, o letramento digital implica práticas de leitura e escrita diferentes das formas tradicionais de letramento e alfabetização. Sendo que, segundo o autor, ser letrado digital pressupõe assumir mudanças no modo de ler e escrever os códigos e os sinais verbais e não verbais.
Nesse sentido Xavier, cita uma pesquisa feita pelo norte americano Dom Tappcot mostrando um quadro comparativo entre o processo de letramento tradicional chamado de "jeito velho" e o processo digital, chamado de "jeito novo", destacando as vantagens do segundo em relação ao primeiro. Enfatizando que esse "jeito novo de ensinar e aprender", proporciona autonomia e participação ativa dos aprendizes. 
Por último, o autor discute a respeito das práticas sociais e os gêneros textuais digitais, fazendo uma abordagem sobre os novos gêneros textuais digitais surgidos através das novas práticas sociais  de linguagens como chat, fóruns eletrônicos, e-mails dentre outros, destacando a importâncias desses para a comunicação nesse novo cenário tecnológico, denominado por ele como Século do Conhecimento.
A partir da leitura desse artigo, entendemos  que o letramento digital, deve sim ser ensinado na escola, mas é preciso repensar os currículos e os objetivos do processo ensino aprendizagem. Em seguida, é necessário um  investimento na formação dos próprios professores, pois muitas vezes, os alunos dominam, de certa forma, as habilidades tecnológicas, muito mais que seus professores, até porque, há ainda, por parte desses, uma grande resistência em aderir ao uso das ferramentas tecnológicas. 

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